terça-feira, 1 de março de 2016

Habeas Corpus para Vice-Presidente do Facebook já está nas mãos da Justiça

No início da noite desta terça-feira os advogados do Facebook entraram com habeas corpus pedindo a liberdade do o vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dzodan, preso no início da manhã em São Paulo, pelo descumprimento de uma determinação judicial que exigia da empresa a quebra do sigilo de mensagens trocadas pelo aplicativo WhatsApp, comprado há dois anos pela companhia. O habeas corpus foi distribuído para o plantão judiciário e está nas mãos do desembargador Rui Pinheiro, que pode ou não julgá-lo hoje.
Em comunicado, o WhatsApp informou que discorda dessa “medida extrema”. Segundo o app, é impossível fornecer as informações exigidas pela Justiça.
“Estamos desapontados pela Justiça ter tomado esta medida extrema”, declarou a empresa. “O WhatsApp não pode fornecer informações que não tem. Nós cooperamos com toda nossa capacidade neste caso, e enquanto respeitamos o trabalho importante da aplicação da lei, nós discordamos fortemente desta decisão”. Segundo a nota, o aplicativo não armazena as mensagens dos usuários, apenas as mantém até que sejam entregues. “A partir da entrega, elas existem apenas nos dispositivos dos usuários que as receberam”.
A Delegacia de Repressão a Entorpecentes/SP da Polícia Federal prendeu Diego Dzodan quando o executivo saía de casa, no bairro de Itaim Bibi. O pedido de prisão foi expedido pelo juiz Marcel Maia Montalvão, da Vara Criminal de Lagarto, em Sergipe, motivado pelo descumprimento de uma ordem judicial. Após prestar depoimento, Dzodan foi levado para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista.
Em comunicado, a Polícia Federal informa que a prisão foi pedida pelo "reiterado descumprimento de ordens judiciais em investigações que tramitam em segredo de Justiça e que envolvem o crime organizado e o tráfico de drogas".
O Whatsapp vem reforçando o seu sistema de criptografia de ponta a ponta. Desta forma, as mensagens são protegidas desde a saída do celular do remetente até a chegada ao destinatário, passando pelos servidores da companhia, sem que ninguém possa acessá-las, nem mesmo o WhatsApp.
“Isso significa que a polícia prendeu alguém com base em dados que não existem. Não podemos fornecer informações que não temos”, disse o WhatsApp. “O WhatsApp e o Facebook operam de forma independente, então a decisão para prender um empregado de outra empresa é um passo extremo e injustificado”.

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