segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Falsa corretora é presa após aplicar golpe de R$ 10 mil na venda de imóveis, em JP

A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa (DDF), autuou, na tarde desta segunda-feira (1), mais uma falsa corretora de imóveis. Aglaene de Moura Farias, 34 anos, foi presa em sua residência, localizada no bairro Jardim Veneza, suspeita de desviar valores e praticar negociações fraudulentas de imóveis, firmadas no ano de 2016 na capital paraibana e ainda na cidade de Bayeux.

De acordo com o delegado de Defraudações, Lucas Sá, a prisão aconteceu após denúncia feita por dois clientes e vítimas que contrataram os serviços da suposta corretora, efetuando o pagamento de aproximadamente R$ 10 mil para que fosse iniciado o contrato de financiamento do imóvel com a intermediação da corretora. No entanto, a suspeita desapareceu após ter recebido os valores e as vítimas descobriram que tinham caído em um golpe, motivo pelo qual procuraram as autoridades policiais para denunciarem o fato.

Segundo a autoridade policial, em menos de uma semana, a equipe da DDF, com a ajuda do Disque Denúncia da Secretaria da Segurança e Defesa Social da Paraíba – 197 conseguiu identificar, localizar e deter a suspeita, que confessou parcialmente a conduta criminosa, indicando uma terceira pessoa que, segundo ela, é corretora de imóveis supostamente habilitada pelo Creci/PB e que atuou diretamente nas fraudes, cuja identificação será mantida sob sigilo neste momento, uma vez que poderá ser presa nos próximos dias.

Segundo Lucas Sá, apenas em 2016, a DDF identificou e prendeu cinco pessoas, em razão de negociação de imóveis de maneira fraudulenta na Paraíba. “Geralmente os suspeitos realizam toda a negociação utilizando-se de falsas promessas, vantagens e facilidades fora do comum, convencendo os clientes e vítimas a repassarem parte dos valores negociados, a título de “reserva” ou garantia da negociação”, explicou o delegado acrescentando ainda que os suspeitos não apresentam identificação pessoal e se negam, na maioria das vezes, a formalizar as negociações através do devido contrato, objetivando dificultar a reparação dos danos causados e a adoção das medidas judiciais e policiais cabíveis.

A Delegacia de Defraudações e Falsificações faz um alerta à população para que, sempre quando for fazer negócios imobiliários, verifique a documentação da pessoa responsável pela negociação, como o registro no Creci e a documentação do imóvel negociado, sempre formalizando as negociações através do devido contrato, assinado por todas as partes, de maneira a facilitar a adoção das medidas cabíveis, em caso de descumprimento contratual.
“Aglaene Moura foi autuada pelo exercício ilegal da profissão e responderá criminalmente pelas negociações realizadas. As investigações da DDF serão direcionadas, ainda, para identificação de outras vítimas que possam ter sido lesadas pela suspeita, além de identificar e localizar outras pessoas que possam ter sido beneficiadas pelas fraudes praticadas, motivo pelo qual a suspeita poderá ser indiciada, ainda, por outras condutas criminosas no decorrer das investigações, como estelionato e associação criminosa”, concluiu Lucas Sá. 
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