sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Funcionários denunciam em carta condições subumanas na Fundac

Uma carta e várias fotografias ajudam a compor um quadro dantesco dentro das unidades da Fundac (Fundação do Desenvolvimento da Criança e do Adolescente Alice de Almeida). O material foi enviado por um funcionário que, obviamente, pediu para preservar a sua identidade por óbvias razões. Há de tudo, neste “campo de guerra”…

Nos últimos meses, houve 15 rebeliões, 30 fugas, greve dos funcionários e agentes socioeducativos, e até morte. Internos e funcionários lidam com um ambiente em condições desumanas, com esgoto a céu aberto, baratas e ratos, superlotação e até a redução das oficinas artísticas terapêuticas e ocupacionais. O mais grave, no entanto, é a denuncia de assédio sexual de um diretor a uma adolescente.

Outro detalhe: “Outro ponto preocupante é que as internas e os internos estão vivendo no mesmo ambiente.”As fotos enviadas são impressionantes. O mais impacta são as imagens das celas superlotadas, com os detentos e detentas dormindo no chão, num amontoado de pessoas.

Confira a íntegra da carta…

“O advogado e militante dos direitos humanos, Noaldo Meireles, assumiu a Fundac por indicação de (deputado) Luiz Couto, no dia 02 de Junho de 2016, e desde então a péssima gestão do mesmo está transformando a instituição em um verdadeiro campo de guerra.

Em quase 6 meses de Noaldo como presidente, todas as unidades socioeducativas da Fundac já tiveram rebeliões, fugas e morte.

Lar do garoto (Campina Grande)
CEA Sousa
CEA João Pessoa
CSE João Pessoa
CASA EDUCATIVA João Pessoa
SEMILIBERDADE João Pessoa
Nesse período foram mais de 15 rebeliões, cerca de 30 fugas, greve dos funcionários, paralisação por parte dos agentes socioeducativos e o presidente chegou a até mesmo da voz de prisão a funcionárias.

Hoje os internos vivem em condições desumanas, esgoto a céu aberto, baratas e ratos, superlotação, redução das oficinas artísticas terapêuticas e ocupacionais, fato estranho para um militante dos direitos humanos.

Outro ponto preocupante é que as internas e os internos estão vivendo no mesmo ambiente, já que a unidade feminina está com a obra atrasadíssima.

Como algumas adolescentes estão no CEA João Pessoa (Unidade Masculina), houve caso de abuso sexual por parte do diretor da unidade, Luciano Ramos. Uma sindicância já foi aberta para apurar o caso, mas tudo segue em absoluto silêncio e as adolescentes convivem permanentemente com medo.

O diretor da unidade Luciano Ramos também faz uso de armas de fogo dentro da unidade.

Em dois meses dois diretores do CSE João Pessoa (Reinaldo Bezerra e Luciana Gomes) entregaram o cargo com medo, já que a unidade está em condições precárias de trabalho, segurança e de vida, tanto para os trabalhadores como para os internos.

Os agentes socioeducativos ainda não receberam o salário do mês de Outubro, e isso vem se tornando rotina, atrasos de 20 a 45 dias.

Na Fundac há também um funcionário fantasma que nunca foi visto na unidade e não vai a mesma nem ao menos para assinar a frequência, ele é indicação política de Isaac Venerando ex- vice presidente da Fundac. O funcionário se chama  Oziel Vitorino Marques, matrícula 66362-17.”

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